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Pandemia provoca quebra histórica no acesso a instalações desportivas em Guimarães

Análise elaborada pelo Centro de Estudos do Desporto de Guimarães (CEDG) às dinâmicas de retoma de utentes e praticantes nas instalações desportivas geridas pela Tempo Livre no período entre março de 2020 e junho de 2021 revela uma quebra próxima dos 80 por cento.

Apesar de adotadas as mais rigorosas normas de higiene e segurança, cumpridas as determinações estabelecidas pela autoridade de saúde e desenvolvidas novas estratégias de comunicação, o decréscimo do número de utentes nas instalações desportivas geridas pela Tempo Livre em Guimarães é esmagador.

Nas piscinas interiores de Candoso, Moreira de Cónegos e Brito, a quebra no número de utentes é de 77 por cento, correspondendo a menos 4.140 alunos a frequentar as três instalações em 2020. No final do mês de maio, o número de utentes nessas instalações foi de 1.489, valor que corresponde a uma recuperação de 6,9 por cento, relativamente aos valores de maio de 2020, valores ainda muito longe daquilo que seria expectável nesta fase da pandemia.

Na Piscina de Candoso verificou-se a maior diminuição de utentes, com uma quebra superior a 80 por cento, seguida da Piscina de Brito, com 76,8 por cento. Na Piscina de Moreira de Cónegos a quebra foi menos acentuada, com uma redução de utentes de 63,2 por cento.
O parque de animação aquática, Scorpio, assinalou uma quebra de 56,7 por cento, correspondendo a menos 48.314 entradas. Já a Piscina exterior de Brito, que habitualmente tem um número muito inferior de entradas, teve uma redução de 52,5 por cento, correspondendo a menos 5.313 entradas.

Em linha com a redução de acessos e utentes, a Pista de Atletismo Gémeos Castro assinalou uma quebra das entradas individuais de 39,1 por cento, entre os anos de 2019 onde se registaram 10.152 entradas individuais e o ano de 2020, onde esse número foi de 6.178. Ainda assim, esta foi a única instalação desportiva gerida pela Tempo Livre a fechar o ano com balanço positivo, considerando o cenário.

No Pavilhão Almor Vaz (Inatel), registou-se uma redução na taxa de ocupação de 26,2 por cento.

Para Amadeu Portilha, Presidente da Direção da Tempo Livre, estes números são indicadores do “rasto de desânimo que esta pandemia deixou no setor do desporto em geral, e das instalações desportivas em particular, e que será necessário um esforço muito grande de criatividade para voltar a captar os utentes que abandonaram as nossas instalações”, acrescentando que ”a comunicação errónea e contraditória em torno das consequências da pandemia e do processo de vacinação em curso, também não ajudam nada, porque a desconfiança e o receio continuam a imperar”.

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